25.9.15

Alzheimer seria contagioso?

BBC
Cerca de metade dos casos de desenvolvimento de demência são caracterizados como Alzheimer - precisamente aqueles sem nenhuma outra patologia associada: as células do cérebro vão morrendo e ele encolhe.
Um estudo britânico recente aponta hipoteticamente para o "raro" risco de se contaminar pacientes acidentalmente com instrumentos cirúrgicos (agulhas) com fragmentos mínimos da proteína beta amiloide, que leva ao início da doença degenerativa. 
A evidência foi levantada após verificar-se via autópsias, que uma técnica atualmente proibida de injetar em crianças, hormônios do crescimento oriundos de cadáveres, poderia  ter carregado a letal proteína para o hospedeiro sadio.
É importante cautela quanto à estimativa teórica; mais estudos precisam ser efetuadas. Por ora, os principais fatores desencadeantes são a idade, a genética e hábitos de vida (álcool, tabaco, sedentarismo - físico e mental).
Muitos fatores estão envolvidos e estudou-se apenas 8 cérebros com depósitos de placas amiloides, para alcançar tal resultado, embora estudos com animais corroborem a tese.
Os cadáveres estudados eram bastante jovens - na média dos 40 anos, sem histórico familiar de Alzheimer. Morreram em decorrência da "doença da vaca louca" (Creutzfeldt-Jakob), que lhes foi transmitida com os tais hormônios de crescimento. Apenas um não continha traços de Alzheimer.
Um segundo sinal de Alzheimer no cérebro são os emaranhados da proteína nomeada "tau".