8.2.16

Diabetes


***Texto para fins de estudos autodidatas.
Na disfunção denominada resistência insulínica, maiores quantias de insulina são necessárias para produzir a resposta biológica normal.
O organismo não responde apropriadamente a este hormônio, minimizando a eficácia da insulina em reduzir a glicemia. É freqüentemente associada a obesidade, infecções e cetoacidose (sangue doce).
A insulina é responsável por fazer com que a glicose que está na corrente sanguínea entre nas células do nosso corpo e gere energia, em condições normais.
Nessa disfunção, duas condições ocorrem: o açúcar no sangue vai aumentando e as células sofrem com a falta de energia. 
Evitando que as células parem de funcionar, o organismo passa a usar os estoques de gordura para gerar energia. Nesse processo onde o corpo usa a gordura como energia, formam-se as cetonas.
A resistência insulínica define-se pela resposta metabólica diminuída dos tecidos orgânicos à insulina: músculo, fígado e tecido adiposo, que leva à hiperinsulinemia compensatória. 
Em decorrência de menor captação de glicose por esses tecidos, o pâncreas passa a produzir e liberar mais e mais insulina, tentando  manter níveis glicêmicos normais, aumentando-se então a insulina circulante.
As refeições do diabético devem ser planejadas com o absoluto cuidado, incorporando alimentos metabolizadores, promotores, redutores (antioxidantes) e protetores. Excluir carboidratos de alta glicemia (açúcares e amidos) é o mote para diabéticos.
Alimentos com glúten e outros carboidratos refinados aumentam a glicemia, por possuir índice glicêmico alto, o que acarreta alto índice insulínico (aumentando a produção insulínica).
Produtos à base de determinados carbos são viciantes e com baixo índice de saciedade: Logo sentirá mais fome, pois eles não nutrem devidamente, nem saciam. 
Alimentos metabolizadores de açúcar evitam o desencadeamento de reações arriscadas, pois quando se eleva rapidamente a glicemia, vai-se destruindo paulatinamente todo o organismo.
Fibras (frutas de baixo teor glicêmico, legumes e verduras), proteinas, gorduras boas, temperos naturais, feijões, oleaginosas devem compor todas a refeições, evitando picos de insulina. 
As proteínas, gorduras e hortaliças são bons promotores nutricionais de sensibilidade insulínica, conquanto o caminho mais efetivo abrange a diminuição geral da ingesta calórica (alimentos leves) combinada a exercícios físicos moderados diários e suplementação com magnésio. A diminuição do peso corporal é fundamental.
Níveis excessivos de açúcar no sangue criam extremo estresse oxidativo, esse açúcar transforma-se em moléculas reativas, que danificam aos poucos todo o organismo. 
Alimentos redutores ou antioxidantes conseguem baixar o stress oxidativo, criando metabólitos reativos de açúcar. Tomar um limão espremido em água no meio da tarde é de grande ajuda, assim como água de canela com cúrcuma ou gengibre.
A glicação é a complicação diabética onde o açúcar no sangue alcança um nível causador de danos. Neste processo, as moléculas de açúcar reagem como proteínas disfuncionais, levando a derrames, má circulação, ataques cardíacos e até cegueira. Proteinas vegetais e animais magras, além das pimentas, são potenciais protetores da glicação.
Imagem Net.