18.8.16

Insulina de ação pulsátil

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A endocrinologia é o estudo dos hormônios e suas comunicações químicas interatuando com o sistema nervoso, imunitário e outros reguladores funcionais. Nenhum hormônio é produzido constantemente ao longo do dia (apenas a insulina para aqueles comedores constantes).
Há um ritmo circadiano bem definido. Às vezes, certos níveis de hormônios estão muito altos em certo momento do dia, e em outros momentos, eles são praticamente indetectáveis, como a melatonina à luz do dia. 
É esta natureza muito pulsátil que impede o desenvolvimento de tolerância (resistência). Sempre que o corpo é exposto a um estímulo constante, torna-se aclimatado a ele.
O hormônio insulina serve sobretudo para "poupar" - converter açúcar em gordura para tempos difíceis. Foi crucial em nossa evolução. Hoje, porém, comendo a cada três horas, estamos "bilionários" em adiposidade.
A função pulsátil da insulina deixa de ser exercida com o advento da geladeira e nossa vida urbana cheia de guloseimas. A insulina deixa de ser intermitente e passa à constância: sempre ricos em insulina = sempre gordos.
Insulina cronicamente alta no sangue = resistência insulínica = diabetes tipo II. 
Períodos sem ingesta alimentar limpam o sangue do excesso de insulina e evitam a catástrofe. Daí a eficácia do Jejum Intermitente (vide  Dr Jason Fung).
Se puxamos demais um elástico, ele laceia; se apertamos demais um parafuso, ele espana; se pegamos no pé do namorado constantemente, ele "vaza".
Se comemos o tempo todo carboidratos refinados (insulinogênicos e desnecessários, calorias vazias), ficamos diabéticos - é a adaptação contrária. Para tudo é necessário um tempo de descanso - férias.
Muitos remédios de uso contínuo perdem a eficácia e requerem doses cada vez maiores...
O jejum esgota o glicogênio do fígado com regularidade - glicogênio é a maneira do fígado armazenar glicose. A resistência vem pelo estoque constante.  A célula saturada ignora o chamado da insulina e fica resistente.
É como esgotar o óleo do carro de tempos e tempos e colocar estoque novo. Portanto, três refeições num espaço de 8 horas diárias e 16 horas "esgotando", é salutar. Não somos ruminantes para pastar o tempo todo.
Sabe aquele conto de fadas "O Rei está nu"? Então, qualquer criança sabe que comer mais vezes leva à obesidade a longo prazo, pois aos poucos, as porções vão ficando maiores e o conteúdo menos lapidado. 
Maximizar a densidade nutricional e minimizar o impacto glicêmico dos alimentos faz com que estejamos melhor nutridos e não necessitemos comer tanto ou à toda hora. 
Não existem ensaios clínicos randomozados provando a eficácia de comer a cada 3 horas e há vários em favor do jejum (confira todas as referências no rodapé daquele texto).