5.12.15

Benignidade de Resistência Insulínica

Resultado de imagem para varrendo o lixo para o vizinho
Gary Fettke, no seu livro chamado "Inversão", nos convida a lançar olhares "de ponta cabeça" sobre as verdades "absolutas". Esse exercício básico, quando bem praticado, quebrando o estoicismo, traz perspectivas incríveis!
É justamente o que temos visto em nutrição ultimamente. Estamos invertendo dogmas desalicerçados e retornando às origens.
Da margarina à manteiga; dos óleos industrializados à banha; do carboidrato à gordura; dos pães industrializados integrais ao fermento natural levain; do temor injusto ao sal e ao sol à vida natureba; das verduras comerciais aos "matinhos" alternativos (trapoeraba, beldroega, picão, fazendeiro); do iogurte mais moderno ao kefir, do ato de comer de três em três horas ao jejum intermitente.
Justamente com esse olhar, cientistas de ponta já salientam a benesse da resistência insulínica.
A insulina é como uma faxineira dedicada que a qualquer custo tenta varrer a glicose em excesso (lixo) para fora do sangue (fluido mais precioso do organismo).
O que ela tem de dedicação "ao patrão" (sangue), tem de relapsa com os vizinhos (células). Ela joga essa sujeira por cima do muro nos quintais alheios, à calçada dos vizinhos, em frente de suas portas - uma "lambança".
A resistência insulínica é uma proteção (um muro alto, um portão na entrada) que veda a passagem desse lixo às propriedades adjacentes (células), então a faxineira insulina passa a depositá-lo nos terrenos baldios, onde fica se infiltrando em qualquer brechinha ( organismo).
O problema é o lixo (diabetes tipo 2) e não a faxineira (insulina). De nada adianta contratar uma ajudante (injetar insulina) e continuar gerando o lixo.
Mais inteligente é diminuir drasticamente a sujeira (carboidratos - açúcares) e não precisar de nenhuma faxineira dedicada, embora relapsa.
Então, se você desenvolveu resistência insulínica, cuide do lixo que entra em sua casa (alimentação). Elimine a "erva daninha" (excesso de glicose) pela raiz e não culpe mais a consequência (resistência insulínica protetora).
Evite qualquer adoçante, ou líquido diet; eduque o paladar. Não fique sonhando com o "falecido" (carbos e açúcares) e recrie o futuro. Tome chá e café sem adoçar; abuse da água saborizada. Leite contém açúcar - lactose (uma colher de sopa por copo).
Pão e arroz integral são açúcares do mesmo jeito, apenas menos maléficos que os brancos - com o agravante dos antinutrientes, pois qualquer grão deve ser demolhado em ambiente ácido (ficar de molho em água com vinagre por 8 horas ou mais).
Feijão é grão e apesar de saudável, contém bastante açúcar, assim como tubérculos e frutas mais adocicadas. Requerem moderação. Um pedaço de milho cozido com bastante manteiga é possível.
As gorduras boas são inúmeras e devem ser colocadas no lugar dos carbos. Proteína não é combustível - devemos evitar o excesso.
Gorduras são: Ovo (sem economia), carnes naturais todas, incluindo peixes (com a gordura original), queijos, azeitonas, abacate, polpa de coco, oleaginosas todas (com moderação), manteiga e banha caseira para cozinhar, embutidos como temperinhos (salame, peito de peru, presunto de qualidade).
TODOS os legumes e verduras devem compor o "grosso" da alimentação (2/3 das refeiçoes): São saladas (com molho de abacate e azeitonas), refogados, grelhados, ao vapor, assados gratinados com queijo.
As frutas de baixo índice glicêmico atuam como sobremesa e também devem compor todas as refeições: Citrus, pêssego & Cia, morangos, maracujá, melão, goiaba, maçã, pera, frutinhas silvestres.  Não podem ser ingeridas sozinhas num lanche, pois elevam a glicose.
Com moderação, e salpicadas de oleaginosas: Banana prata, mamão formosa, abacaxi, uva, melancia e outras. Mangas, atemoias e caquis estão descartados.
Esta alimentação também é interessante para quem deseja se prevenir da diabetes tipo dois, por ter casos na família ou por estar com mais de 40 anos.