29.6.16

Medo de jejuar?

As pessoas costumam temer o jejum pelo medo de passar fome, de sofrer. E também pelo temor de possíveis efeitos colaterais. Tudo isso é mito. 

Nenhum estudo científico jamais provou algum malefício na prática de jejum intermitente. Muito pelo contrário, leia este texto de um nutricionista com mestrado (no rodapé, outros textos relacionados).

Ingerindo refeições com gorduras naturais à vontade, proteína em quantidade suficiente e vegetais não amiláceos em demasia, não haverá fome anormal no jejum.
Exemplo: desjejum - café, ovos e oleaginosas ou coco em pedaços / almoço - salada crua com abacate, carnes e amendoins ou azeitonas / jantar - sopa de legumes com queijo e salada variada de frutas com baixo glicídio / lanches - chá sem adoçar, água com limão, caldo de ossos.
Fazendo essa alimentação semanal, é perfeitamente possível começar um jejum de 15 horas, emendando com o período de sono. Aumenta-se gradativamente até um mínimo de 24 horas semanais.
Com a prática, é fácil ficar um dia sem comer e se alimentar normalmente nos outros seis dias, sem sentir fome em demasia. 
As ondas de fome chegam de quando em quando, tomamos um chá ou água, e nalguns minutos ela abranda. O jantar que precede ou ao final do jejum, pode ser feito com caldo de ossos.

Bora lá dar uma chance ao jejum! Nos traz uma leveza tão gostosa... Importante contectar também esfera espiritual. Porém lembremos de consultar um profissional de confiança.

"A maior parte das doenças crônicas tem uma causa em comum: o excesso de energia no corpo, com o qual o organismo não consegue lidar  levando à disfunção em diversos processos celulares e moleculares."

27.6.16

Ditado "popular"

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O mais novo ditado "popular" dentro da comunidade "Low Carb" pertente à coleção do Dr. Souto, nesta postagem:

"A maior ameaça à saúde no século 21 não é a resistência à insulina; é a resistência à evidência (científica)."

***Parece que a área médica ainda acredita que carboidratos são tão necessários quanto o ar que respiramos, relegando a gordura natural, com toda a sua saciedade, ao segundo plano.
Que adianta proibir o "junk food" da ilustração acima se as pessoas vivem sempre esfomeadas? Consumir mais gorduras naturais (de fontes saudáveis) e alguma proteína faz com que possamos comer menos vezes ao dia, evitando lanchinhos duvidosos.

19.6.16

Eventos

No domingo passado, aniversário do Marido, tivemos um churrasco na casa da sobrinha dele, a 100 metros daqui. As duas filhas dela também aniversariavam.
Foi o dia mais gelado do ano e curtimos ao máximo o friozinho. Passamos a tarde toda em conversa fiada com familiares.
Mas a manhã foi "braba". Saímos de bicicleta antes do dia clarear e as luvas foram insuficientes, tudo congelava. No meio do percurso à cidade vizinha, geada.
Tive que correr uma volta no piscinão aqui da esquina ao voltar. Não me esquentava. Lanchamos embaixo de cobertas no sofá e só nos animamos às 9 h 30 - atrasei o dia.
Aos poucos a semana foi esquentando e já estamos em temperaturas amenas, sem necessidade de casaco. Foram três dias com duas calças - coisa rara.

Hoje foi a feijoada no "Sítio dos Amigos", do irmão de minha cunhada, que marquei a dois meses. A gente marca, avisa a quantidade de pessoas com uns dias de antecedência e ele prepara tudo. 
É pago "por cabeça", com bebida à parte - R$20,00 - muito barato (não tirei fotos...).
Eu convidei os mais próximos - alguns tinham compromisso, outros não confirmaram... e no fim deu tudo certo - 28 pessoas entre a família do Par a vizinhança, parentes dos parentes.
Ele fez um panelão! Sua feijoada  é famosa... Fez couve refogada com floquinhos esparsos de farinha de milho; arroz branco, vinagrete e farinha de mandioca.
Eu não peguei o arroz, nem a farinha de mandioca. Repeti apenas a feijoada, com uma laranja de sobremesa. Bebi água da mina, como faço sempre ao ir lá.
Minha mãe gostou de conhecer; fomos à beira de nosso rio Jaguari que estava cheio depois das chuvas fora de hora. Em 24 de julho tem mais, programado por outra cunhada.

Na sexta, será feriado no Município e viajaremos com os vizinhos e mais um grupão para Aparecida. Desta vez, vamos pelo asfalto e voltaremos por terra - "Caminho da Fé". Serão 3 dias e 2 noites.
As paisagens no topo da Mantiqueira são de assombrar! Cada recanto bucólico...

Rotina numa escola


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Faz tempo que não falo da minha rotina escolar cotidiana?

Bom, na minha sala de aula - fase tranquila - fui descendo dos 25 aluninhos, para 21. A turma está avançando a olhos vistos, com exceção daquela meia dúzia com dificuldades maiores.
A professora ao lado estava com 20 alunos graças a Deus e foi "presenteada" com uma garota TDO que prometia... 
Na última sexta - primeiro dia - a menina surtou, espatifou tudo que alcançava aos berros e tentando morder... 
A Diretora veio, levou-a e chamou a mãe.
Minhas crianças e principalmente as da colega, ficaram de olhinhos arregalados, trêmulas com a intensidade do escândalo.
A menina estava numa escola particular e outra mãe de criança que surta "propagandou" a ela que a Diretora faz "um tudo" por esses casos difíceis.
A propagandista é mãe dum menino que veio da escola vizinha - uma estagiária fica o tempo todo a toreá-lo pelos corredores. Tenta fugir, agride que passa, ataca crianças do nada...
Ele pegou uma picareta do pedreiro na semana passada - lá no cantinho atrás da escola - girou e girou a picareta rumo à minha janela - três adultos tentando acalmá-lo e nada!
Tudo aconteceu em frente à minha janela e meus anjinhos empoleirados... Que medo de ele soltar e atingir o vidro... Poderia ferir o olho de alguém.
As duas crianças estão com tratamento interrompido, medicação inadequada, causando riscos e traumas nas outras crianças. Tão difícil acertar psiquiatra e medicação! 
Nem sempre a família prioriza, prefere delegar à escola. Até a medicação queriam que a professora administrasse ela sabiamente não aceitou mais essa tarefa que cabe à família em casa.
O fusuê está armado entre a equipe escolar. TDO revolta muita gente porque a criança massacra os coleguinhas e deve ficar de atestado médico até acertar a dose medicamentosa.

18.6.16

Minha Slow Carb / carbociclagem

A alimentação "Minha Slow Carb" é bem moderada em leguminosas, evitando soja. Inclui vegetais amiláceos no período noturno com moderação - mandioca, baroa, cará, inhame, batata-doce, pinhão, milho na espiga, abóbora madura, banana verdolenga (prata).
Outras frutas de médio glicídio com moderação de sobremesa  / mel com canela em pó e cúrcuma ou iogurte integral congelado (picolé).
Sua base é também vegetais não amiláceos e frutas de baixo glicídio / proteínas naturais, incluindo ovos e todos os queijos (até mesmo o frescal artesanal - com mais carbos) / gorduras naturais - banha, manteiga, laticínios integrais, coco, abacate, azeitona verde, amendoim, chocolate 70%  e gordura natural da carne / ovos.
Tenho algumas "Guloseimas-lixo" ao longo da semana, geralmente um doce / gordice de padaria. Segundo pesquisas, ajuda na regulação hormonal e reacelera o metabolismo.
Refrigerantes e sucos não sinto a menor falta, assim como sorvetes, balas, arroz e feijão, massas, batata inglesa. 
Pão, consumo de vez em quando com moderação - mini pão francês, pão caseiro com biomassa, pão sírio, torrada torcida. Meu fraco é por doces mastigáveis (cocada, pé de moça, rapadura, pudim, bolo, bolachas de padaria.
Eu pratico o jejum intermitente 24 horas 6 x 1 - seis dias com 3 refeições (incluindo o suco verde) e um dia jejuando (com algumas variações para mais ou menos). Importante não banalizar o jejum - conectar corpo e alma.

Eu costumo fazer o desjejum cetogênico - apenas um suco verde (coado, salgado e engordurado - com abacate para aproveitar as vitaminas lipossolúveis).
Aos domingos, após pedalar 20 km em jejum, faço 2 ovos fritos na banha (um caipira gema molinha e um de granja); completo o café cetogênico com uma saladona crua aprontada de véspera (eu e o Par).
O almoço é Low Carb - salada crua com azeitona e abacate ou sopa de vegetais não amiláceos - com carnes e queijo. frutas de baixo glicídio e amendoim ou coco de sobremesa, para varar a tarde toda sem fome.
O jantar é Slow Carb - com os vegetais amiláceos em baixa quantia, ovos e queijo, frutas de médio glicídio e sobremesa doce (chocolate,  mel ou iogurte integral). Garante um sono sem picos de cortisol.

Portanto, faço uma carbociclagem - vou ciclando os carboidratos ao longo do dia, de baixíssimo, a baixo e por fim médio grau de carboidratos lentos na refeição.
Na escolha de ingredientes, eu me inspiro nos 13 anos que vivi na roça, comendo da natureza.

Baixo carboidrato

Existem variantes da alimentação de baixo carboidrato, com nomes inerentes a cada variedade. Todas, entretanto, evitam excesso de produtos industrializados (sobretudo os ultraprocessados).
Geralmente há que se respeitar as individualidades bioquímicas e metabólicas, cumprindo a regra 80/20, onde se faz a dieta à risca em 80% do tempo.
O jejum intermitente de aproximadamente 24 horas ou jejum constante de 16 horas, são protocolos comuns para reforçar situações de cetose.
Timothy Ferriss cunhou o termo "Slow Carb" - carboidratos de lenta absorção. Nesta vertente, as leguminosas, inclusive a polêmica soja, são permitidas. 
Assim como em toda alimentação de baixo carboidrato, pão integral, arroz integral e batata inglesa são restritos, exceto no dia do lixo.
As 3 refeições do dia devem conter os 3 macronutrientes: proteína - ovos e todo tipo de carnes (vísceras), exceto queijos/ gordura - a natural das carnes e ovos, abacate, azeitona, coco, banha de porco, azeite / carboidrato - das leguminosas. Vegetais não amiláceos são a base dos pratos.
As frutas são restritas, assim como laticínios; não se bebe calorias e se pratica o famoso "dia semanal do lixo", para regular os hormônios e o estado psicológico. 
Frutas permitidas com moderação são apenas limão, abacate, coco, azeitona verde.
A "Very Low Carb ou Cetogênica" é uma alimentação de baixíssimo carboidrato com objetivo de manter a cetose de forma constante.
Inclui vegetais não amiláceos em pouca quantia, sobretudo folhosos; proteínas em menor quantidade (pois pode ser quebrada em glicose pelo corpo) e gordura além da média - forçada até.
O café com óleo de coco ou nata ou manteiga é marca registrada dessa alimentação. A "Dieta do Guerreiro" consiste apenas do jantar cetogênico farto e jejum no resto do dia.
Os pratos são propositalmente engordurados, como lambuzar a salada com muito azeite, colocar mais banha nas carnes, fazer desjejum só com ovos (média 3 unidades).
A "Low Carb" - de baixo carb e mais básica, inclui todas as carnes, ovos e queijos; gorduras naturais sem excesso - foco no abacate, coco, azeitona, manteiga, banha, laticínios integrais, óleo de coco, azeite, creme de leite, oleaginosas; os carboidratos são restritos às frutas de baixo glicídio e vegetais não amiláceos.
A alimentação nomeada pela sigla "LCHF" - baixo carb e alta gordura, é praticamente a mesma "Low Carb", apenas enfatizando um pouco mais a gordura.
Dieta Atkins e Dukan também são variantes, todavia com maior teor de proteínas e baixo teor de gordura - mais restritivas e de difícil manutenção.

A vertente primal /paleolítica foca nos alimentos que eram possíveis à época do coletor-caçador - orgânicos, caipiras, caça e pesca, recolecção (PANCs).
O que peca é a desconexão do jejum intermitente com a espiritualidade, pois nas comunidades tradicionais o médico e o religioso são a mesma pessoa.


15.6.16

Cuidado com os lanchinhos...

  
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Essa história de comer 6 vezes ao dia, até 8... Hummm, pode ser o gatilho que faltava para os deslizes.
Aos poucos as guloseimas vão chegando, a vontade dos docinhos repete a cada dia e o peso sobe.
Para quebrar esse vício, é necessário um almoço low carb com proteínas e gorduras (de fontes saudáveis) na quantidade suficiente para saciar, além da abundância de vegetais de baixo amido. Evitar frutas muito doces também ajuda.
A ociosidade e tédio, falta de planejamento e organização do cotidiano, levam a ficar pensando naquele pudim, no sorvete tal, bate aquela vontade de roer alimentos que trazem conforto à alma, que lembram momentos felizes - uma mimada fominha emocional.
Ler um livro, fazer um artesanato, ver um vídeo questionador, degustar pedrinhas de sal grosso, tomar um chá sem adoçar ou focar num trabalho, ajuda a dissipar a gula.
Outra saída é tomar muita água - nosso mecanismo de sede é mal desenvolvido e se confunde com vontade de gelatina, sorvete, melancia, cerveja (p/ alguns) - água disfarçada.
Principalmente é bom caprichar em outra escovação dentária, mesmo sem necessidade - ela "mentirá" ao cérebro que acabamos de comer. 
Se for uma vontade verdadeira de algo específico, uma lombrigagem que dura dias, o melhor é "jacar" mesmo e acalmar as "bichas". Na roça, diz-se "desconfiado" a essa condição de desejo.
Caso seja apenas desejo pelo sabor doce, um adoçante natural (esporádico) pode resolver. O xilitol é interessante; melhor ainda é a estévia misturada ao eritritol, pois ela sozinha é meio amarga.
Eu geralmente tomo um suco verde coado, salgado e engordurado com abacate, no desjejum. O sal grosso é importantíssimo na Low Carb. Nunca tive fome ao acordar, e acho excelente! No recreio escolar, estou tão ocupada que o tempo passa voando e nem lembro de fome. 
Meio dia, almoço uma sopa de folhas, talos, vegetais não folhosos e carne com osso. De sobremesa, consumo amendoim torrado ou nacos de coco. Finalizo com uma laranja e bagaço ou outra fruta de baixo glicídio.
Quando consumo salada crua bem variada, abuso da azeitona, cubos de abacate, queijo ou lâminas de salame. Fortaleço com ovos ou alguma carne. Goiaba, kiwi, morangos, melão, urvalha, nêsperas não atiçam as papilas gustativas.
Aguento bem até 17 h 30. Subo para casa e janto algo parecido com o almoço / vegetais gratinados ou carboidratos de lenta absorção - "Slow Carb": batata doce; pinhão; milho na espiga; mandioca; baroa; um fatia fina daquele pão caseiro cheio das biomassas. 
Aí sim eu pego sobremesa: Fruta de baixo glicídio; um pouco de mel com canela; um iogurte congelado (picolé); 2 quadrinhos de chocolate 70%;  uma xícara quentinha de cacau em pó com canela.
Alguma vez esporádica eu me permito a indulgência de lanche da tarde com guloseima de padaria - biscoito de polvilho, um pedaço de bolo de fubá ou pudim, bolacha "caseira".
Lembrando que a bastante tempo estou no peso ideal - 59 kg, e toda semana faço um jejum intermitente mais longo, sem banalização - foco bastante no âmbito espiritual enquanto jejuo, depuro a mente.

Compulsão é outra coisa muito mais severa, uma dependência e fuga através do constante comer desenfreado sem selecionar - tudo vale, até arroz puro na panela, mesmo sem fome. 
Ataca-se a geladeira no meio da madrugada, não se come em público... Nesses casos, pode haver comorbidades (bulimia e afins) e uma equipe multidisciplinar deve intervir. 

14.6.16

Rainha Elizabeth II Low Carb


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Com as comemorações pelos 90 anos da Rainha da Inglaterra, todos estavam curiosos pela sua dieta rejuvenescedora.

Eis que ela responde:

_  " Sou uma jovem de 90 anos e a LCHF é fundamental para a minha ótima saúde".

O chef da Rainha diz que no cotidiano ela se alimenta de peixes, carnes e aves com muitos vegetais de baixo amido - folhosos e não folhosos. Na sobremesa, seu "pudim" é um mix de frutas.
Subentende-se que ela evite os industrializados. Ele afirma que sua Rainha não ingere carboidratos densos, e chega a  dar pistas sobre cetose!

Talvez ela compartilhe de meu favoritismo em dias frios - sopa de vegetais com carnes... Será que a Monarca também é praticante de jejum intermitente?

Veja com seus próprios olhos, o jornal é esteAqui consta que ela ama nata e manteiga, afastando os amidos a muito tempo.

Depois de mais essa bomba (após este relatório), o País inclusive planeja reavaliar até final de setembro, suas recomendações de baixa gordura.
Obs.: Gorduras artificiais (industrializadas) são mesmo danosas - gordura vegetal hidrogenada, margarina, óleos vegetais (soja, canola, milho e outros ultraprocessados).
Boas gorduras são as naturais: abacate, coco, azeitonas, castanhas e afins, amendoins, manteiga, laticínios integrais, carnes de animais criados soltos com sua gordura natural, banha de porco caseira, peixes gordos (exceto de cativeiro).

11.6.16

Casca de banana

Benefícios da casca de banana
Imagem daqui
É sabido que na casca dos vegetais estão as maiores fontes de vitaminas e minerais, além das fibras. Outra grande vantagem é que a casca não possui tanto açúcar como o fruto.
Basta criatividade para comer bem de um jeito simples, aumentando a densidade nutricional dos pratos sem precisar investir em ingredientes caros ou tempo extra de preparação.
A biomassa de casca da banana contém luteína - antioxidante capaz de proteger os olhos contra a exposição ultravioleta. 
Ela não influi no sabor dos pratos, apenas acrescenta uma coloração castanha devido à sua nódoa natural. Em carnes, serve de "molho madeira" e em aves - "molho pardo" alternativo.
Sua explosão de fibras regula os níveis de açúcar no sangue, contribuindo para a diminuição do colesterol "ruim" (LDL) e ajuda ao funcionamento intestinal.
O bom funcionamento intestinal auxilia na prevenção de várias doenças. Minerais encontrados na casca da banana: magnésio, fósforo, ferro e cálcio. Uma biomassa grátis, alto valor nutritivo.
A casca de banana possui o dobro de potássio ( 0,9 g) em relação ao encontrado na polpa da fruta. A carência de potássio causa fraqueza, desorientação mental e fadiga muscular.
Quando aumentei meu jejum intermitente para 24 horas ou mais, tinha cãibras de madrugada. Colocando a casca de banana no suco verde toda manhã, nunca mais senti o problema.
Basta usar as bananas (prata) ainda verdolengas. Higienize, pique e congele as cascas ao longo da semana. Quando tiver um saquinho cheio, cozinhe em pressão por 10 minutos (de pressão) e liquidifique com a própria água do cozimento.
Deixe escorrer o excesso de água e use a biomassa em pães, outras massas, molho de carnes, sopas, caldo do feijão, arroz. Pode congelar em copos descartáveis e usar durante a semana.
Na versatilidade da carne moída, 20% da biomassa enriquecerá o hamburguer, almôndega, rocambole, e "massa" alternativa de pizza low carb.
A quantidade de fibras presente na casca ajuda a reduzir a velocidade com que a glicose do prato é liberada na corrente sanguínea, evitando picos de insulina. 
Assim, a biomassa de casca de banana aumenta a sensação de saciedade, aumenta o tempo de fome pós - refeição e o risco de acumular gordura localizada.
A biomassa de casca de maracujá segue o mesmo esquema, resultando numa massa lisa, clarinha, quase sem sabor - apenas com um leve amarguinho. A vantagem adicional é que não escurece as massas.

Hoje fiz um bolo de fubá com 10 cascas de banana prata (congeladas), duas xícaras e meia de fubá, uma de farinha, uma de açúcar mascavo, 3 ovos, uma bandeja de frutas cristalizadas e um colherão de banha. Água para liquidificar as cascas (com ovos).
Não foi biomassa - usei as cascas cruas. Ficou castanho, com gosto de fubá e o toque das frutinhas; muito bom! 
Não é Slow Carb, porém vale para o final de semana da família. Nesta gelada época junina, a vontade de um bolo de fubá é mais forte!
Obs.: Deve ser consumido morno com chá, café puro ou com leite, para otimizar o sabor.
Pesquise aqui.

Frutas engordativas

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Existem frutas mais engordativas e outras mais Slow Carb. Vejamos as tabelas:

Essas, de baixo glicídio, são liberadas para emagrecimento, cerca de 100 gr por dia. Lembrando que os sucos não são aconselháveis - apenas as frutas na íntegra (de preferência com a casca).


Essas devem ser consumidas na fase de manutenção; cuidado com manga e mamão papaia (o formosa é menos doce).
Devem ser consumidas após as refeições, nunca sozinhas - pois causariam picos glicêmicos = fome.
Após o jantar é mais sensato aumentar os carboidratos (frutas), pois se os comermos ao almoço, teremos fome no meio da tarde, obrigando a um lanche extra = gordura acumulada.

Então, frutas não são liberadas como os vegetais de baixo amido (folhosos e não folhosos).
Na minha infância rural, jamais se comprava fruta. Tínhamos que aguardar a safra... Banana tinha o ano todo, porém apenas nos dias em que o cacho todo madurava.
O mamão era um redondo, aguado, na cor laranja clarinha e também frutificava o ano todo. Minha mãe riscava para expelir o leite (era rústico mesmo) e deixava sobre o forno a lenha lá fora - amadurecia ao  sol.
Manga só no natal; ingás em janeiro, citrus ao meio do ano - mexerica cheirosinha, laranja azeda e lima; limão quase o ano todo; jabuticaba em setembro; goiaba (aos montes) de fevereiro a abril e temporãs em setembro.  
A amora vermelhinha (uma variedade prima do morango) tinha o ano todo - a maior delícia! Carambola, uvalha, nêsperas, romãs, ananás e uvas - furtávamos de vez em quando nos pomares de fazendas vizinhas; o maracujá roxo havia no mato só esporadicamente. 

7.6.16

Alimentação contra as drogas.


Para quem não sabe, sou professora alfabetizadora e trabalho o "Guia Alimentar Para a População Brasileira" numa estratégia de combate ás drogas. 

Como assim, Cri? Combater droga com comida?

Exatamente! Aqui no Município, há um projeto onde o Fórum exige que os professores façam sistematicamente o combate às drogas.
Nós somos obrigadas a lutar contra as drogas de uma maneira acessível a cada faixa etária. Então pensei no "Guia" 
O documento é oficial - do Ministério da Saúde, o que me dá respaldo total. E a boa alimentação combate as drogas sim, pois a criança passa a respeitar-se, pensar no que coloca em seu organismo. 
Aquela divisão que o Guia traz, entre alimentos in natura e industrializados; e a subdivisão dos industrializados em três fatias, é ótima. 
Os industrializados se subdividem em minimamente processados / processados / ultraprocessados.
Trabalhando o leite, por exemplo: peço que pesquisem em casa imagens de vacas a pasto, de ordenha, de leite cru no balde. 
Peço que colem imagens de leite pasteurizado (se saquinho), leite longa vida (caixinha) e leite em pó. 
Aos poucos elas vão percebendo que o leite direto do produtor é melhor que o "de saquinho", que é melhor que o "de caixinha", que é melhor que o leite em pó. 
E assim fazemos com as carnes e tantos outros alimentos. O professor de informática me ajuda, expondo o "Guia alimentar" via Net em suas aulas.
Nessa época do ano, tudo eles querem saber se é saudável, o que é pior. Pelo fato dessa faixa etária levar "ao pé da letra", sempre enfatizo que tudo pode, depende da frequência e quantidade. 
Elas sabem que salsicha pode até ser gostoso, porém é "carne de mentira". Sabem que pipoca de panela é muito melhor que de micro-ondas; que manteiga vem de uma vaca e margarina (ultraprocessada) vem de uma fábrica.
Fonte da imagem: "Guia Alimentar"

6.6.16

Estrepolias do "El Niño"

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A 9 meses, fiz este texto sobre as estranhas previsões para o fenômeno climático "El Niño / El Niña".
Janeiro iniciou com muita chuva forte aqui na região - trompas d'água mesmo, sendo que nossos janeiros são de chuvisqueiros e garoas constantes, bem mansos.
Tivemos inundações com estragos na natureza e perdas materiais, porém nenhum ferido grave.
Depois de um abril atipcamente quente, meio foi chuvoso.
O fenômeno anormal é a chuvarada de junho com trovoadas; um mês habitualmente seco, quase invernal. Estamos a 10 dias de chuvas TODOS OS DIAS!
Pelo interior de São Paulo houve temporais terríveis: Na quarta-feira atacou a região de Sorocaba e madrugada de domingo em Campinas. Árvores e torres de energia arrancadas por intensas ventanias, destelhamentos, granizo, placas retorcidas, carros danificados por destroços.
No domingo à tarde, novamente em Campinas, foi ainda mais intenso, apavorando os moradores. Cidades vizinhas também foram atingidas.

5.6.16

Gangorra entre grelina e leptina

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A grelina é o hormônio do apetite que o estômago libera quando estamos com fome. Nos alimentamos, e a leptina - hormônio saciedade, leva a mensagem ao cérebro de que "já chega". 
Geralmente em obesos, a gangorra é desequilibrada - a grelina fica sempre em alta e a leptina também em alta. Resultado - fome a cada duas horas (no máximo).
Como assim? Obesos produzem mais leptina por ela ser constituída no tecido adiposo, e mesmo assim vivem com fome?
É o mesmo processo dos diabéticos (tipo II). Há uma resistência à leptina e a mensagem de saciedade não chega ao hipotálamo.
A obesidade é doença tanto quanto a diabetes. Doença de distúrbio hormonal (insulina) de particionamento energético "enguiçado". Se o tecido adiposo diminui, o problema se reverte.
Obesidade é uma doença de particionamento energético - executado pela insulina - ela decide para onde levar as calorias: se armazena "em gordura" ou se libera "em energia" a ser usada. 
A alimentação slow carb, rica em cromo, reverte paulatinamente o quadro. Porém para reversão mais rápida, algumas semanas na dieta cetogênica - very low carb, é fundamental. 
Os "produtos alimentícios" ultra processados, cheios de carbos refinados e gorduras trans, saem do cardápio. Entra a água de hora em hora entre as refeições - quando se come, NADA se bebe!
Outro hormônio, o GLP-1 (victoza) é liberado através da mastigação para ajudar na mensagem de saciedade. Devemos mastigar o alimento por 20 minutos para que ele tenha tempo de trabalhar.
Atividade física moderada auxilia no processo, contudo a atividade muito intensa vai disparar a grelina - hormônio que pede mais comida. Deve haver equilíbrio.
O gordo não é preguiço e guloso. Não é!

Fiz canjica


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Fui à loja de R$ 1,00 comprar canela em pó e magnésio, encontrei pipoca e canjica nas embalagens de 200 gr - ideal para quem usa pouco (no mercado só acho embalagens de meio kg).
Dá medo tanto "junk food" (comida sem alma) custando apenas R$ 1,00 e as pessoas comprando a sacoladas. Um casal novinho com bebê pegava biscoitos inúmeros para ele - que pecado!
Todavia, garimpando podemos encontrar algo. Comprei também sachês de azeitonas recheadas - 10 unidades por R$ 1,00 (10 centavos cada azeitona - um pouco mais em conta que no mercado).
Peguei cravo, erva doce e camomila para os chás de inverno. Canela e cúrcuma em pó não levo - não confio. Prefiro pegar da Kitano no mercado.
Comprei um pacotinho de "pão de mel" (nada slow carb) - 200 gr. Constava "zero gorduras totais"... Como pode uma massa ser feita sem engordurar? Fica rija igual isopor!
Esmiuçando o rótulo, vi que a porção diária é de meio pão de mel... Quem consegue comer apenas meia bolachinha daquelas? Enganação da indústria alimentícia. 2% de gordura (mesmo que trans) numa porção (ridícula) equivale a zero devido a um trato com a ANVISA.

Voltando à canjica: não é Slow Carb também, entretanto sempre há como amenizar o impacto glicêmico.
Deixei 24 h de molho, cozi com pouco açúcar mascavo, muita água e sementes de erva doce. Adicionei pouco leite após o cozimento; ao amornar, fica cremosa. 
Eu fiquei em jejum desde a noite de sexta; 5 h 30 da madrugada comi uma fatia de pão caseiro (biomassa de cascas de banana e fermentação natural) com queijo branco.
Pedalamos 20 km à bucólica estância de Águas da Prata; e ao voltar, coloquei a panela de pressão ao fogo. Após 40 minutos desliguei e estava pronto.
Havia acabado de comer uma salada crua com abacate e ovos cozidos de café da manhã; a canjica entrou como sobremesa. As fibras da salada amenizarão o impacto da canjica.
Com as bolachinhas "lixo", estou fazendo o mesmo... Todo pode desde que inteligentemente!

4.6.16

carboidratos não-amiláceos

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São carboidratos com alto teor de fibras (celulose e outras) e baixo teor de açúcar, lentamente digeridos e não levam a picos de açúcar e consequente insulina no sangue.
***O carboidrato celulose não é digerido por nosso intestino onívoro, então compõe o bolo fecal. Para isso, necessita de gordura para lubrificar e escorregar, não travando.
Os vegetais folhosos e não folhosos todos são os alimentos de cor esverdeada, não-amiláceos. Compões a base de uma alimentação "Low Carb", sobretudo em sua vertente "Slow Carb" - minha favorita.
Inclui-se também frutas de baixo glicídio (menos doces) e aquelas ricas em gorduras, como azeitona, coco e abacate, que não se transformarão em gordura visceral.
Os benefícios contemplam altos níveis de vitaminas e minerais, fibras e compostos vegetais especiais com propriedades de cura chamados fitonutrientes, afastando a compulsão alimentar e melhorando os marcadores de saúde. 
Para síndrome metabólica, a carbo ciclagem pode funcionar bem. Faz-se um desjejum cetogênico - very low carb - à base de proteína animal (ovos, queijo) e temperos com ervas frescas.
Um almoço low carb - com proteína generosa (carnes) e muita salada crua sortida; fruta gorda ou oleaginosa (e amendoim) na sobremesa.
O jantar slow carb - uma sopa de vegetais com  carne e tubérculos densos em nutrientes; frutas de baixo glicídio na sobremesa.

Chai low carb


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Com esse friozinho, em meus dias de jejum intermitente, eu tenho preparado um chai - chá com um golezinho de leite.
Neste instante, jejuo com uma bela xícara contendo canela em pó, alguns grãos de café solúvel, água fervente e uma "sujeirinha" de leite.
Aliás, a tempos venho usando o leite pasteurizado integral "de saquinho" e não mais o "longa vida". Um litro a cada 5 dias é suficiente para o chai e meu querido kefir (que o marido toma). É que na categoria de alimentos saudáveis o leite se classifica assim:

1-  In natura - leite cru direto da roça. É aquele chamado aqui no interior de leite solto, que o produtor entrega direto nas casas.

2- Pasteurizado integral - é aquele que compramos na padaria, "de saquinho" e com prazo de validade curto. O  meu vem de uma microempresa da cidade vizinha.

3- longa vida - conhecido como "de caixinha". Cheio de aditivos e vazio de nutrientes, inclusive lactobacilos.

4- Leite em pó - totalmente descaracterizado (muitos produtos industrializados são feitos com leite em pó reconstituído). 

Nos preocupamos tanto com a lactose, bastante comum após a meia idade (açúcar lácteo - intolerância), entretanto ele contém proteínas que podem afetar a parede intestinal tanto quanto, em pessoas alérgicas a outra proteína qualquer (amendoim, peixe) ou com predisposição genética a alergias.
Alergia ou hipersensibilidade à caseína, lactoglobulina, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina (a mais alergênica das quatro - não temos enzimas que a digerem)  é mais comum em bebês.
Há profissionais de saúde que alertam para o excesso de leite bovino no desencadeamento de processos inflamatórios na parede intestinal. São mais de 25 frações proteicas alergênicas.
Inclusive seus derivados, massas e toda uma gama de preparos culinários à base de leite podem provocar uma agressão silenciosa aos intestinos. 
Quadros de asma, otite e rinite ou irritação na pele podem ser manifestações secundárias. Em adultos é comum gastrite, enxaqueca, artrite e mais.
A intolerância à lactose, no caso dos derivados fermentados, torna-se praticamente inexistente, o que não ocorre com a proteína. A concentração proteica no leite bovino é tanta que se diz "carne líquida".
Então, um chai é uma forma inteligente de consumir leite bovino!

Boa e má ciência

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O infográfico acima foi retirado do site "Obeso Emagrece". Ler o texto integral fará com que entendamos melhor os estudos científicos de boa e má qualidade.
A comida de verdade sempre será melhor que "produtos alimentícios", sobretudo os ultra processados - comida sem "alma".
Guia Alimentar do Brasil é excelente para elucidar esse quesito, embora ainda tenha ranços quanto à polêmica gordura X carboidrato.