30.12.15

Estrada real - pontes históricas

As dádivas de Ouro Preto não são apenas igrejas... Para quem sabe apreciar.
Pavimentada só em 2001, a estrada Ouro Branco-Ouro Preto, com 30 km aproximados, escondeu as pontes e muradas do velho caminho, a maioria em arco romano.
Meu Par se debruça sobre a ponte rupestre, num muro com 70 cm de espessura aproximada. Ela fica ao lado da pavimentação asfáltica.

O córrego cristalino que se formou logo acima na união de dois regatos que descem das montanhas.
Quase morremos de rir com a "carinha" do Par no lado direito!
 Da ponte velha, vê-se um belo grafite de pássaro na ponte nova.
 Um dos famosos e resistentes arcos romanos que suportaram o peso de tantas mulas de ouro.
O canteiro era o mestre de obras especializado em cantaria - essa técnica milenar de talhar e domar a pedra para ajuste perfeito sem argamassa.
 Uma prainha e a união dos regatos. A comunidade usa para lazer (tinha algum lixo ali).
Outra ponte, feita por 147 trabalhadores escravos e livres, onde o investidor privado cobrava pedágio para resgatar o custo da obra.
Rancharia. A energia desses monumentos impressiona. A rusticidade quase indelicada de enormes pedras alinhadas de modo a perdurar.

Este poético itororó deságua no riacho à borda da ponte. Observe o arco à direita. Aqui há pouco vestígio de lazer local,  apenas a sinistra trilha que desce da ponte ao rio no meio do mato.
Eu tenho olho clínico e ouvido apurado para achar esses tesouros encobertos.
Nesses diversos e pequenos cursos d'água que escorrem de tantas montanhas, pululavam mineradores artesanais com suas bateias de madeira à cata do ouro de aluvião - em pó e algumas pepitinhas.

Ouro Branco - Itatiaia

Pense num recanto encantado no platô com formações pétreas em meio à selva, com vista em quase 360 graus das montanhas... É o distrito de  Itatiaia, um antigo quilombo aurífero artesanal, hoje com cerca de 300 habitantes.
Nessa igreja também de S. Antônio como a "irmã" dela em Ouro Branco, uma das mais antigas de Minas, há registro de batizado em 1714.
Ao contrário da irmã de Ouro Branco, está totalmente integrada à comunidade e à paisagem local, à direita desse largo primoroso, um cavalo pastava calmamente.
Pena não haver um endereço ou telefone para solicitarmos a abertura de visitação...
As 2 ruas formam um Y com ingênuas casinhas de taipa - pau a pique como ao lado de onde passo, outras mais acabadas e também algumas mansões, certamente de forasteiros que "encontraram o paraíso".
A pouco tempo, ouve uma revitalização na vila, com pontos artísticos: grafitagem em paredes, inserção de pontos comerciais voltados ao turismo, o mosaico dessa escadaria da praça e outros detalhes.
 À esquerda da pracinha, há resquício de um casarão a muito inexistente, no ponto mais alto. Como seria?
Lá em baixo há uma senhora com um feixe de lenha...
 Este bar fez a fachada lateral com fundos de garrafas. Vende cerveja artesanal.
Possuem até um cemitério, entretanto não é anexo à igreja, infelizmente. A grande maioria dos túmulos é no chão mesmo.
Não dormimos aqui; voltamos à pousada em Ouro Branco, para rumar à Mariana na manhãzinha.

Ouro Branco e parque

O centro da Cidade me decepcionou pelo descaso com a história. Em volta da Matriz, tudo descaracterizado. A praça sem nenhum contexto, com reformas nada a ver - uma igreja maravilhosa ilhada no caos urbano... em  restauro... e fechada! Nem acesso ao adro foi possível, portões trancados.
Não há rua ou mesmo casas preservadas, com exceções raras e pouco significativas. A capelinha vizinha à nossa pousada ainda guarda um frescor, um encanto, com pracinha atrás, adro singelo e escadaria imponente, maior que ela própria. Também vive fechada.
Da pousada, tínhamos a vista para a serra, um lindo parque estadual.
A exploramos pelas estradas "encrateradas", onde carro de passeio não entra. Não há guarita, tudo gratuito. Também não há comércio ou posto de ajuda.
Praticamente vazia e divinal. A montanha é um amontoado repentino de terra e pedras tão próximo à cidade, porém difícil de contornar para alcançar o topo.
 A represa, a cidade e a vegetação logo abaixo completam um quadro bucólico. Uma brisa fresca sopra na altitude de 1500 mts. 
Impressionante saber que nesse planalto passava a estrada real: as mulas carregadas, os desbravadores rústicos.
O solo aqui é de uma areia branca com partes vermelhas a negras em puro ferro. Era hamada "serra Deus te livre".
Uma vegetação de campos de altitude, com florzinhas em todas as cores, formatos e tamanhos. No final do dia, uma nuvem gigantesca de andorinhas dava rasantes à caça de insetos.


Congonhas - Minas

Congonhas deixou de ser "do Campo"... A primeira cidade histórica que visitamos e onde estão as últimas e mais enigmáticas obras da equipe de Aleijadinho.
Ele possuía escravos, artesãos e aprendizes livres, pois era chamado "mestre" e tinha oficina / escritório (uma "empresa"); entretanto a supervisão e acabamento das peças eram sempre seus. 
Há em museus, contratos de trabalho e recibos que orientam essa tese. São obras demais para não ser assim. As irmandades Carmelitas e Franciscanas "brigavam" por ele - o melhor.
Com a doença já avançada, amarravam-lhe ferramentas nos membros degenerados e ele trabalhava na sombra da noite, devido à sua deformação. Arrastava-se de joelhos e a dor extrema o fez cortar alguns dos próprios dedos.
Creio que como o nosso Furlanetto, ele não tinha consciência de sua genialidade, mas sim de seu valor - cobrava caro. Trabalhava para sobreviver; a devoção religiosa era o poderio da época, não o artista. Muitas pessoas viviam da arte sacra, toda a hierarquia social era ligada ao sacro.
Ele morou com sua equipe em várias cidades da região para talhar suas obras em pedra sabão, material corriqueiro na área. A confecção dos trabalhos durava anos e até décadas.

O clima nos favoreceu com dias lindos, apenas com pancadas rápidas de chuva.
A ruazinha histórica que começa abaixo da igreja S. José e termina bifurcada. À direita, chegamos aos profetas. 
As pedras irregulares "pé-de-moleque" nos transportam no tempo. Lindas casas de época são habitadas pelos locais humildes e imprimem veracidade a todo o conjunto arquitetônico.
A entrada da igreja S. José - a primeira a visitar e uma das que mais me marcaram. Exala transcendência, apesar de simples. A faxineira nos atendeu muito bem.
Pelo interior, suas lindas torres arredondadas revelam as pedras brutas. Ela tem a mesma porta almofadada de tantas igrejas e capelas da região, entretanto não fica num morro e sim no meio da ladeira.

A Basílica Matozinhos está em restauro, entretanto fica aberta para visitação gratuita, com um senhor orientando. Não se permite traje indecente. O altar, principal beleza, está inacessível. 
No quintal há uma capela e museu dos devotos abertos para visita. À direita da foto fica a imensa igreja atual, sanitários públicos e a lateral de um novo museu municipal que só abre aos sábados (?).

Chegando ao encontro dos profetas - emoção forte estar nesse famosíssimo museu ao ar livre. Eles nos saúdam do adro, alguns já parcialmente depredados por vândalos, sem dedos - criaturas seguindo a sina do criador.
(ainda não replantaram a palmeira morta - faz muita falta)
 Veja o detalhe dessa bota. Cada membro ou acessório revela perfeições únicas.
Meu Par junto a um profeta e todo o deslumbre da acidentada paisagem rugosa. As sagradas montanhas de Minas nos acompanharam desde casa.
A beleza árida da praça rodeada por muita área verde e prédios da época, como um imponente hotel, completam o cenário.
 Aqui, seguindo a sina do mestre, a ponta do pé se foi. Veja a delicadeza da vestimenta.
Há 6 capelinhas abaixo. As inúmeras imagens da via sacra são de madeira policromadas. Aqui, a Santa Ceia. Jesus, 12 apóstolos e dois criados servindo.
Duas passagens na mesma capela. Os olhos são expressivos, pupilas dilatadas. Impressionante como a mesma perfeição da estátua de Jesus reaparece em cenas tão distintas.
A ladeira o os degraus dão o charme à praça e às capelas, onde observa-se as imagens e cenas pelas grades da porta trancada.
Romaria, bem próximo aos profetas. Esse local é enigmático - embora de época atual, possui uma arquitetura que lembra uma taba indígena.
Vários museus funcionam nessas casinhas numa disposição circular, porém fechado para reforma.
No vale abaixo fica o centro comercial com trânsito caótico e logo acima, a bela e de época Igreja N S Conceição, também em restauro.
Consegui as três abertas! Pouco antes da igreja fica o Solar  da Intendência - hoje prefeitura (não fotografei por estar poluído de luzinhas de natal.
O antigo colégio de moças ao lado da igreja e logo após, o cemitério, que em Congonhas, não fica nas igrejas.

29.12.15

Retorno da rota do ouro

Espero que todos tenham tido um natal tranquilo e transcendente, sem excessos para combinar com o perfil do Aniversariante.
Cheguei da amada Minas Gerais, cheia de fotos e lindas histórias; morrendo de saudade de vocês. Passei dias divinais, ilhada bem longe da Net ou TV, apenas mandando mensagens de OK ao filho - eu e o Par.
A net está péssima desde antes da viagem, talvez eu demore todo o janeiro para postar as fotos.
Sempre viajo no natal porque o fluxo nas estradas é leve - os estudantes e trabalhadores viajantes já pararam e os turistas ainda não se espalharam. Também chove menos que janeiro.
As estradas mineiras, de 5 anos prá cá, estão maravilhosas. Não lembram em nada aquela buraqueira muito pior que estrada em terra batida. 
Várias vezes escolhíamos trafegar fora das vias "pavimentadas", pois o risco e os solavancos das crateras era menor na terra batida.
Chegamos próximo a BH e tivemos apenas 2 pedágios: Um a 12 km daqui, ainda em SP (3,60) e outro na Dutra (1,80). Cerca de 1.400 km por 10,80 de pedágio. Hoje meu Par rodou em SP 1/4 desta distância por 57,20.
No passeio de setembro, apenas num percurso de 10 km de Batatais a Brodowski (SP), pagamos 8, 40. totalizando 16,80 ida e volta - quase um estelionato.
Levei bastante água (que ia repondo de pousada em pousada) e alimentos low carb: azeitonas, salame, queijo curado,  pele suína pururuca, ovos cozidos, coco seco, atum e feijoada enlatados, amendoim cru, chocolate 70%, maçãs e mexericas morgote.
Há que se estar prevenido em viagens tão longas (700 km), pois um engarrafamento pode nos prender na estrada por horas e as cidades mineiras são longe umas das outras. 
O trânsito esteve ótimo, então aproveitamos parte das provisões para fazer piqueniques em locais fofos. Pegávamos nossa caixa térmica e montávamos um lanche romântico com excelente custo-benefício.
Quase lá, presenciamos um acidente estúpido: Na via contrária, sobre uma longa ponte, o trânsito estava lento. Do nada, um carrinho de passeio encheu a traseira de uma caminhonete, que voou ao carro da frente - três estragos. 
Era pouco antes do almoço, visibilidade excelente. Será que ele estava ao celular? O engarrafamento foi se formando enquanto avançávamos no sol escaldante dalguma área rural.
Na foto, nossa última pousada, já na volta para casa. Nosso apartamento é o quarto, da esquerda para a direita. Foi a mais em conta do percurso, com café muito básico (60,00 casal).
A cidade é Itutinga, da qual eu não tinha conhecimento até ver um meteorito doado por ela neste museu, na viagem.
Um sossego. Passeamos à noite, circundamos um lajeado de pedras enorme e lindo, vimos carneirinhos em terreno baldio, plantações de mandiocas e pés de urucum nos quintais.
Em 2016 vamos conhecer a região rural de Carrancas, já nos planos a tempos. Ficaremos ali, pois são cidades vizinhas e esta não é turística.

19.12.15

Congratulações

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Passei para desejar um final de ano esplendoroso para todos vocês - um verão com muitos passeios e confraternizações ajuizadas.
Tenham todos  aquele natal de serenidade, onde possa reinar a moderação, o altruísmo, a cooperação e reversibilidade de pensamento.  
Para todos nós, um 2016 banhado em saúde, fraternidade e muita paz de espírito. Que apesar das adversidades que porventura surjam, possamos seguir otimistas e fortes!
Um grande abraço agradecido, e até breve.

Agência de Turismo

A agência de turismo aqui de casa sempre fui euzinha... E isso cansa, viu? São muitos detalhes, estudos, preocupações para que possamos usufruir com proveito máximo. 
Excluindo os passeios nas redondezas, em que saímos ao léu, os outros mais distantes necessitam ser planejados e postos em prática primeiro por mim.
Se depender do Par, saímos sem destino, sem reserva e sem nem pesquisar pousadas, sem traçar itinerário, sem procurar os melhores pontos turísticos.
Um passeio sem detalhamentos prévios corre um sério risco de não ser otimizado. E mais: ter que ficar pedindo informações cá e acolá o tempo todo exaure.
Estamos de viagem para Minas de novo, outra vez, novamente. Vamos esmiuçar a região de Ouro Preto (Ouro Branco, Congonhas e Mariana - aquela da barragem).
Já reservei pousada ponderando o melhor custo-benefício, escolhi dormir em Ouro Branco - mais calmo e mais barato até para comer. Dali eu me dirijo às outras cidades com facilidade, voltando à tarde para descansar.
Estou lendo blogs e comentários de outros turistas sobre os principais pontos turísticos das quatro cidades, vou anotando detalhes importantes.
Meu Par ficou com a revisão da caminhonete e checagem das melhores rodovias ida e volta, pois gostamos de voltar por caminho diferente. 
As malas já estão prontas. Eu sigo uma lista que guardo na própria mala, com capa de chuva, repelente, remédio e muitos outros itens de precaução.
Vamos só os dois. É sempre assim, difícil conciliar com outras pessoas dias livres, locais de passeio, valores a gastar. Quanto mais velhos, menos amigos engajados.
Acima, Ouro Preto (Imagem Net)

15.12.15

VI Interação Fraterna de Natal - O Luminoso em Mim

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A Rosélia fez este convite que adorei!
Responder a três perguntas para a interação:

  • O que teria sido o mais lindo, o mais verdadeiro, o melhor em sua vida?
O nascimento de meu filho. Cada bebê traz uma fagulha divina, uma alma iluminada que deve ser cuidadosamente desenvolvida no seio familiar e comunitário.
  • Quando é que você consegue ser você mesma, ou melhor ainda, mais do que você mesma?
Nos meus momentos de interação com a natureza, com minhas montanhas. A energia Divina se faz presente em cada plantinha, naquela brisa limpa e na amplitude do horizonte. 


  • Mais paciente, mais vivaz a partir de uma vida mais ampla... mais viva do que você mesma?
 Quando em interação com alguma comunidade religiosa, num momento reflexivo em local sacro, sorvendo uma energia transcendente emanada do coletivo. 



E que a lembrança da luminosidade emanada do momento de nascimento do Menino Jesus possa levar bençãos a cada coração neste natal! 

A serenidade da contemplação do belo a partir de corriqueiros momentos dezembrais vai preparando nosso espírito para uma evocação da essência natalina na grande noite de seu aniversário!

14.12.15

Dezembro ebulitivo

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Mês ambíguo, de confraternizações, encerramento de ciclos, descansos, mudanças na rotina, temperaturas que sobem e baixam à mercê das nuvens, comilanças, estouros no cartão de crédito (não caio nessa).
Já separei as lembrancinhas para pessoas imprescindíveis - ONZE apenas. Eu e o Par sempre nos damos uma viagem simples.
Sábado a turminha daqui da oficina (e alguns agregados) confraternizou numa churrascaria. Fiquei em casa, não vou sozinha em meio a uma dúzia de homens.
Tinha aniversário da melhor colemiga da escola no final do dia e caiu um toró ventania e com granizo. Nem fui. Hoje ela me trouxe bolo!

Ontem levei a mãe e irmã do Par à festa de Santa Luzia, numa comunidade rural lindinha. A igreja fica em meio a um cafezal. Alcançamos a última missa e depois passeamos em meio às barraquinhas populares que vendem de um tudo. Como sempre, chovia.
Adoro ficar admirando os rostos simples em todas as idades, meninas com seus bebês, casais de idosos, adolescentes roceiros e devotos. 
Aquela festa possui uma energia cativante; chegam e partem ônibus de toda a região e até de locais bem distantes. É um formigueiro humano que dura apenas uma semana por ano, depois o deserto aguarda o próximo 13 de dezembro.
Entretanto, mesmo deserto é uma gostosura visitar a área externa da igreja e pegar água benta da fonte.
Nossa Santa Luzia é a mesma Santa Lúcia da Europa. Lá, ela anuncia a proximidade do solstício, quando a luminosidade começará a aumentar. Aqui, temos luz à vontade todo o ano, então ela é protetora dos olhos e invocada em doenças oftalmológicas.

Hoje foi a atribuição de classes para o próximo ano letivo. Fiquei novamente com o 1º ano A; espero que tenha uma boa turminha  idem esse ano, sem nenhum caso escabroso como o sofrido 2012.
Amanhã cedo saberei o que as colegas conseguiram, pois cada qual vai escolhendo sua turma de acordo com a classificação (tempo de serviço e cursos).
Já sei que minha melhor colega não estará comigo cuidando do outro 1º ano assim como foi neste, pois sua pontuação é baixa. Ao menos ela conseguirá ficar na nossa escola, pois em outros locais houve diminuição de turmas (já não nascem tantos).

13.12.15

Yolanda

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Sou apaixonada pelo Nei e por tudo que ele revolucionou, pelo "Secos e Molhados" de minhas noites infantis. Sou apaixonada por essa música!  Melhor só se for na voz do próprio Chico...
Este nome forte, personalíssimo, era o nome da minha professora do primeiro e segundo anos. Com ela (e com a Cartilha Sodré) fui alfabetizada. Caipirinhas da roça, dizíamos "Orlanda" e ela nem se incomodava...
Iolanda é o nome da minha doce e melhor amiguinha do curso colegial, tão marcante em minha adolescência trabalhadora. Nas noites, nas entrelinhas da aula, Iolanda era minha melhor companhia. Chamávamos-na "Landa".
Tive uma vizinha Iolanda - boazinha, calma, simples... E a chamamos de "Landinha".
Yolanda nome absoluto, contundente, atemporal; e independente da grafia : Yo-lan-da!

Hidrocolonterapia e Disbiose

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Hidroterapia do cólon é uma higienização mecânica realizada por profissionais de saúde. É praticada a milênios e remove fezes duras (placas mucoides) que passam até meses grudadas nas paredes intestinais, melhorando a permeabilidade da mucosa.
A colonoscopia, um exame cada vez mais corriqueiro, e cirurgias intestinais, geralmente requerem esta técnica de higienização.
Os enemas, enteroclismas ou clister são técnicas de introdução de água morna através do ânus para fins de lavagem intestinal e purgação. Alguns profissionais sugerem seringa auricular para este fim.
Se realizado de forma caseira e cotidiana, em determinados casos o enema pode vir a causar prisão de ventre e até mesmo "viciar" a musculatura esfincteriana, levando à dependência desta prática para evacuação. 
O acúmulo de líquido nas dobraduras do cólon pode gerar inflamação e outras complicações, como a piora de hemorroidas. A não esterilização do enema e má qualidade da água podem levar a introdução de micro-organismos nocivos no organismo.
Quem evacua ao menos 5 vezes semanais, evita alimentos industrializados, ingerindo fibras e gorduras suficientes para expelir fezes sadias possui intestino que consegue limpar-se e eliminar toxinas sozinho.
O intestino saudável funciona quando o bolo alimentar passa por ele. Ao esvaziar, repousa sem nenhum conteúdo em seu interior. Por essa razão, os doze metros de tripas cabem na cavidade abdominal.
Educar os intestinos para que evacuem todo dia à mesma hora, ingerir alimentos pró e pré bióticos regularmente, manter hábito dietético natural, tomar magnésio em pequenas doses (laxante natural) e hidratar-se bastante, ajuda a manter a saúde intestinal.
Pessoas acometidas por prisão de ventre, gases constantes, cólicas, diarreias inexplicáveis ou um mal estar geral podem se beneficiar da limpeza intestinal bimestral. Um intestino deficitário evacua por transbordamento, deixando sempre um volume de fezes armazenadas. Um teste  simples é comer uma beterraba e aguardar sua excreção - 18 horas é o máximo esperado.
Atualmente, a microbiota intestinal é considerada um órgão virtual, pois esses micro-organismos são responsáveis por cerca de 80% de nossa imunidade. Alimentos pró é pré bióticos são cada vez mais anexados à dieta.
A disbiose é um desequilíbrio nesta flora, devido às intolerâncias e alergias alimentares, prisão de ventre ou diarreia recorrente, excesso de álcool ou açúcares, antibióticos e químicas artificiais presentes em todo o processo de produção dos alimentos.
As bactérias más adquirem mais resistência e vão prevalecendo sobre as boas, reduzindo a capacidade de absorver nutrientes, causando carência vitamínica. 
A hidrocolonterapia, assim como o cultivo da flora intestinal benigna são etapas importantes do tratamento para a disbiose.
Muitas doenças crônicas podem ser melhoradas e até curadas com mudanças alimentares e cultivo de uma flora intestinal saudável (nossos bichinhos de estimação).
Este texto mostra um estudo em que os adoçantes, sobretudo à base de sacarina, destroem a microbiota e levam à resistência insulínica. Imagene diabéticos se entupindo desse veneno!

12.12.15

Universidade de Coimbra

Torre da UC
O noticiário nos trouxe o aniversário da maravilhosa Universidade de Coimbra, em Portugal, Patrimômino da Humanidade - 725 anos!
É uma longevidade e tanto... considerando a gente aqui no Brasil, com apenas 126 anos de República...
O próprio Camões lá estudou. Ela figura entre as 100 instituições de Ensino Superior mais influentes no mundo.
Sua biblioteca é de fazer inveja até mesmo à "Amazon", e quem cuida atenciosamente dos livros todas as noites é uma morcegada eficiente, comendo as traças e outros insetos que surjam por lá.
A cantora brasileira "Adriana Calcanhotto" foi nomeada embaixadora da Universidade de Coimbra e participou lindamente das comemorações de aniversário. 
O tema deste ano foi "tempo de Encontros" e englobou cerca de 170 eventos com duração de nove meses, valorizando a história, o patrimônio e as pessoas ali envolvidas rumo ao futuro.
A UC, fundada no séc. 13, acolhe a elite brasileira desde o século 16 e contribuiu para a formação de ideias progressistas em relação ao pensamento vigente no país, através de vários bispos, juízes, políticos e administradores. 
Até a década de 40 era um importante destino estudantil para portadores de alta renda, sobretudo no curso de Direito. Hoje recebe alunos "das massas", integrantes do programa "Ciência Sem Fronteiras". 
Podemos dizer que a Coimbra de hoje é uma dádiva da Universidade, com alunos oriundos de mais de 80 países. Possui um corpo estudantil correspondente a cerca de 1/4 de sua população. De cerca de 14 mil alunos, quase 2 mil são brasileiros.
Parabéns aos portugueses por tão rica ocasião!
Imagem

Ai, ui-ui!



Minha semana foi diferente: 
Ontem à tardinha bateu uma canceira, uma estafa que a tempos eu não sentia. Parecia até que eu arrastava de volta a Poços de Caldas um vagão cheio de bauxita.
Final de ano letivo, muita melancolia por "perder" minhas crianças. Ansiedade pela turminha que ainda há de vir e medo daqueles casos tenebrosos que possam surgir em 2016
Lembra que logo na segunda não houve aula devido ao Conselho de Escola e confraternizamos no recreio? Tudo bem, engatilhei um jejum de 24 horas.
Na terça-feira filho foi comigo retirar a cesta de natal durante o almoço - fui logo dividindo as guloseimas entre eu, "fiotão", mãe e minha ajudante na limpeza para não pecar tanto.
Jacamos eu jaquei sozinha! Comi uma das embalagens de pães de mel como sobremesa e no café da tarde comi meio pacote de bolacha wafer de chocolate. Me aguardava uma reunião com pais - é sempre preocupante estar sozinha à frente de 23 pais com ideias tão diferentes entre si. Deu tudo certo, sem reclamação alguma.
Na quarta, comi ao longo do dia, todo meu pacote de bolacha champanhe lambuzado de açúcar cristal. Poderia muito bem ter parado por aí, entretanto...
Na quinta, ao longo do dia foi pior, muito pior. "Dividi" a lata de leite condensado com o filho uma parte para ele e duas para mim. Fui beliscando cá e acolá. Comi tudo.
À tarde a intolerância à loctose atacou feio BEM FEITO! Eu fiquei mal - com flatulências, barriga "torcendo" e roncando, dores que "andavam" até às costas - aquele horror.
Engatilhei jejum com água saborizada ao magnésio. Consequência natural da intolerância + magnésio - fui várias vezes ao sanitário até o dia clarear. Amanheci bem e "limpa", porém cansada pela noite mal dormida.
Ontem, ao recreio, foi a festinha na classe. Comi um cachorro quente naquele pão isopor e alguns salgados assados. Tomei dois dedinhos de guaraná. Trouxe meus dois pedaços de bolo para o filho não podia nem cheirar doce
Fiquei muito nervosa porque o iôiô com que a escola presenteou as crianças não é de qualidade - alguns partiram em dois à primeira queda. Não suporto fabricantes de brinquedos de má qualidade; as crianças se sentem culpadas! A despedida foi doída, pois a grande maioria não comparecerá nesta última semana. 
Almocei carne assada com legumes e frutinhas. Tive uma tarde trabalhosa, todavia sem contratempos. Lá pelas tantas, toda a quebra de rotina da semana foi pesando nos ombros. Estômago embrulhado, sem ânimo. Me joguei no sofá e mal gungunava em resposta aos diálogos do marido.
Dormi das 21 h 00 à 4. Quase sem respirar talvez tenha hibernado. Acordei seca, tomei minha água de cabeceira, sanitário, curti a folga e logo o alarme soou. Corri e estou pronta para outra semana atipca desde que não haja "jacada" ou lactose.
Imagem Google.

10.12.15

Hospital "Beneficiência Portuguesa" e jejum

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Os estudos científicos sérios sobre Jejum Intermitente já chegaram ao Brasil a algum tempo. Nomes como Caramelli e Melo realizam estudos sistemáticos (é só associá-los à palavra "jejum" na busca). 
Este, realizado em camundongos, conclui "forte redução da resposta inflamatória que pode representar um mecanismo potencial para a prevenção da aterosclerose".
Até o momento, não há trabalhos conclusivos, e podem demorar anos. Lá fora, os experimentos estão mais adiantados e pacientes deste pesquisador já se beneficiam. Ele tem observado que o jejum intermitente muda o organismo que vive em "modo de crescimento" para o "modo de reparo". E esta é a fonte da juventude.
A pesquisadora Edielle Melo concluiu que a aderência a este tipo de dieta é mais alta que nas dietas restritivas para a grande maioria dos pacientes, sendo então alternativa de tratamento eficiente.
Apesar de meu fascínio pelo jejum desde a infância, eu pesquisei bastante e iniciei gradativamente, conforme relatado em outros posts. Meu caso é prevenção, pois tenho 51 anos.
Ainda há pensamentos retrógrados sobre jejum na área médica, que não é preventiva. Eu não aconselho ninguém a jejuar, contudo aconselho a estudar a sério o tema, principalmente sobre trabalhos clínicos estrangeiros.
Diabético, veja aqui. Fitness veja este. Nerd, olhe aqui. Para longevidade, veja este. Doente crônico, estude Varady. Há trabalhos para todos os gostos, inclusive as revisões bibliográficas do Dr. Souto.
O organismo demora cerca de 8 horas para metabolizar as reservas (glicogênio). Após o fim do combustível, a chave muda para "modo queima de gordura" - armazenada - a cetose (tipo carro flex).
Cetoadaptados fazem isso naturalmente - já possuem as enzimas ativadas. Leva-se semanas ou meses para tais enzimas serem eficientes. O jejum requer etapas preparatórias e auxílio médico para que seja eficiente e não deficiente. 
Aqui, um protocolo 5 X 1 = 5 dias comendo e dois (intercalados) jejuando.
Imagem Google.

Tiaaaaaa! Tiaaaaa!!!

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_  Tia, o Fulano soltou PUM na minha cara!

 _  Mas por que você enfiou a cara lá?

 _ Resolve, Tia!

_ Refresca, Sicrana, Até as princesas soltam pum ( e vou logo riscando um "forfi" - o melhor desinfetante que existe -  e arma poderosa das professoras)!

E não é que hoje acordei à UMA da madrugada, sem o menor sono, quase em choro, "cuma" melancolia danada?
É "qui nun tô querenu dá eis prazota".
Não sei se estou com inveja da professora que "pegá-los" assim lapidadinhos ou se é mesmo um baita medão daquela bebezada de CINCO anos que chegarão em fevereiro, gritando:

 _  Tiaaaaaa!  Vem  limpá  ieu!  Marra meu pato!   Apaga prá mim!  Num sei cortá! Queru i imbora!
E o buá, buá, então? Entra pelos tímpanos, impregna cada vaso capilar até a unha do maior dedão do pé.
O pior, mas o pior mesmo, é aquela "MÃEZAIADA" que vem fazer "recramação" por tudo e por nada...
O lápis sumiu; quebraram o lápis dele (lápis de papelão); chamou de gorda - é BULE!; a "sinhora falô issu" - Quando a gente fala CAÇAR   ROLINHA e o povo entende CAÇAROLINHA...
Afffe!
E quando brigam entre si no portão da Escola porque o filho bateu no dela. A colega nem sabe o que se sucedeu e já vai ganhando xingamentos...
A dois meses, uma estudante da faculdade de enfermagem cuja filha veio prá mim transferida da tarde, mandou a criança "cun camisetão di adultu" do "outubro rosa".
Na classe, ninguém se alterou com a roupa meio fora, porém a menininha da sala ao lado comentou depreciativamente no recreio. A MINHA aluna se sentiu "buliada", embora não comentasse com ninguém.
Pronto! Não é que na manhã seguinte a MINHA mãe ataca a pobre coitada da outra mãe que é uma fineza, bem no meio do povão à entrada da aula? 
A moça foi embora chorando traumatizada.
Ainda levei a maior "raspança" da inspetora de alunos. E a professora ao lado falou um mês na minha cabeça.
Mereço, né?
Se existe um Ser na Terra que nunca sofreu bullying intimidação, com certeza é um eremita! Ensinar resiliência para os filhos é melhor que tentar colocá-los numa redoma de vidro.

7.12.15

Braço a torcer


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É, acabo tendo que ceder ao horário de verão! Tem um lado bom, porém só nas proximidades do solstício.
Hoje não tive reunião noturna na Escola, pois amanhã será minha última reunião com pais.
O Par convidou para pedalar até a Prata. Após um dia chuvoso, o tempo abriu e a tardinha estava fresca.
A pista é duplicada e possui acostamento asfáltico que tornou-se praticamente uma ciclovia. É muita bici por ali indo ou vindo. Não sabia que em plena segundona o movimento bicicletístico seria tanto. 
Dez quilômetros separam uma cidade da outra, mais o percurso interno. As montanhas aqui da borda oeste da Mantiqueira, bem a oeste mesmo, são um esplendor de se ver a cada etapa pedalada.
Uma hora e meia ida e volta, mais um descansinho no bosque para tomar água mineral corrente e admirar as macaquinhas com filhote às costas.
Aquilo tá "empestiado" de macaquinhos que despontam de manhã e à tarde para ganhar comida grátis.
Um ciclista comia bolo de milho verde e lá tava uma mãe à espreita. Costumeiramente, ele colocou um pedaço no murinho, ela foi logo pulando de uma árvore à outra, sem derrubar o filho.
Desceu, pegou, comeu as migalhas ali mesmo e subiu à árvore para terminar o jantar. O filho? Super comportadinho!
Nós não comemos para não esfriar o corpo, e principalmente porque estou no meu jejum e o Par não pode ingerir carbos.
Barraquinhas de pamonha, curau, milho cozido e bolo são as vedetes do bosque. Sempre há alguém parando para uma boquinha.
Não estou cansada, apenas com dorzinha "nas partes". Meus corpos cetônicos estão à toda agora. É o que alimenta os Prânicos por anos a fio, além da luz.
Na ida, um carro estava sendo retirado. Capotou numa curva mal feita. Não sei se houve ferimentos graves, na volta observei melhor e não havia sangue algum pela via.
Ontem de manhã, meu Par achou R$ 5,00 na "ciclovia" - o suficiente para mais de um  kg de coco. Noutro dia achei uma bolsinha de moedas vazia; lavei, reformei e estou usando. Bem maior que as minhas. 
Imagem Google.

Que houve com o pepino?

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Fui ao mercado "de cima" pegar coco que é mais barato que no outro mercado. Queria também o pepino japonês.
O preço do pepino não estava afixado, pedi ajuda ao repositor que procurou por todo canto e achou a etiqueta caída.
De R$ 1,65 subiu para R$5 e alguma coisa. Caiu-me também o queixo. Não é que o pobre moço sentiu-se envergonhado com a discrepância no preço?
As frutas todo ano nesta época natalina ficam mesmo "pela hora da morte", contudo o pepino... Desde quando é legume de natal? Pode ser que o excesso de chuvas tenha-o feito melar.
Não trouxe. É um desaforo! Amanhã na feira quem sabe...
Apesar de indigesto devido à curcubitacina, eu adoro esse legume. Faço aquela técnica de cortar a pontinha e esfregar muito até a "baba" (seiva venenosa) sair toda.
Os antigos diziam: "Cedo é ouro, meio-dia é prata e à noite, mata!"

Imagem Google.